Economia
Pesquisa em economia, avaliada pela identificação
Como o julgamento econômico aparece fora de uma série de working papers, e o padrão a que a coorte fundadora vai submetê-lo. Tudo abaixo é um rascunho em público, de propósito.
O que conta como evidência de competência em pesquisa econômica
A economia funciona com working papers públicos há mais tempo do que a maioria das ciências sociais — NBER e SSRN circulam resultados anos antes da publicação em periódico —, então um avaliador pode ler diretamente a estratégia de identificação e as checagens de robustez de um artigo, sem esperar que o veredito de um parecerista substitua o julgamento.
Fora da academia, as mesmas competências conduzem think tanks de política pública, bancos centrais e as equipes de economia dentro de empresas de tecnologia: trabalho de inferência causal por trás de uma decisão de precificação, um modelo de previsão cujos backtests são relatados honestamente, um memorando interno estimando o efeito de uma intervenção com o contrafactual declarado com clareza. Esse trabalho é avaliável mesmo quando confidencial em seus detalhes, mas público em seu método.
A coisa mais difícil de enxergar num currículo é se uma estratégia de identificação de fato fecha as explicações alternativas que diz fechar. Esse julgamento — relevância do instrumento, tendências paralelas, validade da descontinuidade — é exatamente o que uma leitura estruturada consegue revelar e uma contagem de citações não.
Trabalho de parecer e de discussant deixa um rastro visível: um relatório de discussant que encontrou a fraqueza real numa estratégia de identificação, uma replicação pública que derrubou ou confirmou um resultado publicado, um comentário que flagrou uma busca de especificação. Isso amostra a mesma competência de leitura que esta comunidade existe para pontuar.
A rubrica de avaliação de economia, primeiro rascunho
A avaliação em economia pesa como uma alegação causal é identificada tanto quanto se o coeficiente é significativo; a revolução de credibilidade do campo é a espinha desta rubrica.
- Estratégia de identificação
- O desenho isola a alegação causal que faz, e as premissas de que depende — relevância do instrumento, tendências paralelas, continuidade da variável de corte — são argumentadas, não apenas afirmadas.
- Disciplina de robustez
- Os resultados se sustentam através de escolhas razoáveis de especificação, e especificações alternativas que enfraquecem o achado são relatadas em vez de omitidas.
- Transparência de dados e código
- O pipeline empírico pode ser reexecutado do início ao fim, a construção da amostra está documentada, e os resultados se reproduzem a partir do que foi liberado.
- Honestidade sobre validade externa
- As alegações declaram a população e o contexto que cobrem, e a extrapolação além desse contexto é argumentada explicitamente, não sugerida pelo enquadramento.
Avaliadores fundadores de economia vão testar este rascunho sob pressão primeiro — inclusive contra o próprio trabalho passado deles.
O que os avaliadores fundadores de economia vão fazer
Primeiro, desmontar esta rubrica: onde ela recompensa sofisticação técnica em vez de identificação real, onde pune trabalho exploratório honesto, onde uma dimensão não pode de fato ser pontuada a partir de um artefato real.
Depois, rodar rounds de calibração em working papers públicos e análises de política, pontuando de forma independente e comparando a dispersão, para que as primeiras pontuações que esta plataforma publicar venham com uma incerteza conhecida, e não uma falsa precisão.
Conforme a comunidade se abre, esses registros de calibração vão alimentar o sistema de pesos: os primeiros economistas cujo histórico de avaliação é ele próprio parte do instrumento.
Para quem é isto
A coorte fundadora está procurando economistas cujo julgamento já está em uso diário, onde quer que o pratiquem:
- Microeconomistas aplicados e econometristas cuja estratégia de identificação é o seu verdadeiro ofício.
- Economistas de bancos centrais, think tanks de política e empresas de tecnologia cujo melhor trabalho vive em memorandos internos.
- Discussants e pareceristas que flagram um instrumento fraco ou uma busca de especificação já na primeira leitura.
- Estudantes de pós-graduação e pós-doutores cujo rigor empírico ultrapassa sua contagem de publicações.
Para quem não é isto
A autosseleção importa mais do que qualquer filtro que pudéssemos escrever, então aqui vai a versão honesta:
- Quem busca uma credencial rápida — o estágio fundador produz padrões, não selos.
- Pesquisadores que buscam promover os próprios achados; a avaliação aqui é de artefatos de outras pessoas, sob uma rubrica publicada.
- Quem não se sente confortável em ter a própria acurácia de avaliação rastreada — o registro de calibração é o ponto do design.
- Quem precisa de uma plataforma de pontuação em funcionamento hoje; a mecânica desta página está em desenho, e o tempo verbal é deliberado.
Candidatar-se para avaliar economia
Economia já vem pré-selecionada na candidatura. Vincule uma listagem do SSRN ou NBER, um perfil ORCID ou um repositório que possamos ler.